Ontem, dia 22(sexta feira) Teresina respirou samba e quem perfumou esse ar foi mesmo a sambista carioca Teresa Cristina noTheatro 4 de Setembro na edição do Projeto Seis & Meia. A cantora piauiense Soraya Castelo Branco foi responsável pela abertura do show. O Projeto Seis & Meia é uma realização do Governo do Estado, através da Fundação Cultural do Piauí que conta com a parceria da Empresa de Gestão de Recursos do Piauí - Emgerpi e Coordenadoria de Comunicação - CCOM.Fo emocionante ver Teresa em Teresina –“como ela mesmo disse e desafiou a platéia a criar um trocadilho com Teresa – Teresina” e alguns bilhetinhos foram enviados ao palco porque talento nunca faltou a nenhum piauiense. Teresa tirou a sandália e com ritmo e simpatia encantou a todos. Ouvi-la cantar com seu charme e candura inebriam os ouvidos e aquecem a alma. Teresa Cristina é o samba na sua mais profunda delicadeza.
Apaixonada pelo Vasco da Gama disse que seu time é melhor do Brasil e o tempo passa rápido, daqui a pouco é 2010 e virá mais um campeonato.Herança musical de Candeia e intérprete das canções de Paulinho da Viola a ótima sambista continua a reafirmar: "Meu tempo é hoje"
A história da cantora e compositora Teresa Cristina renderia um bom tema para sambas de Nelson Candeia (1935-1978), maior ídolo da jovem sambista que recentemente lançou O ponto de partida da carreira foi o ano de 1998. A primeira oportunidade de cantar profissionalmente surgiu quando ela preparava um show em homenagem a Candeia que nunca aconteceu. A estréia oficial passou para o Planetário da Gávea. Pouco tempo depois Teresa apresentou-se em concorridas noites no bar Semente, na Lapa, e virou um dos símbolos do ressurgimento da boêmia na região do centro no Rio de Janeiro.

"MINHA VIDA SE DIVIDE EM a.C. E d.C. ANTES DE CANDEIA E DEPOIS DE CANDEIA”
A cantora de fala mansa e voz suave ficou famosa por cantar de olhos fechados e cabeça baixa. "De olhos fechados, eu ouvia a música muito melhor. As expressões do rosto da platéia não atrapalhavam meu desempenho", explica. O samba de Candeia serviu como enredo da infância de Teresa. Dezenas de carnavais antes de sentir despertar a paixão pelo ritmo, ela assistia aos risos o pai ouvir os discos de vinil de Nelson Candeia. Ouvi músicas que hoje considero de qualidade", admite. A sambista traduz no estilo de vida a expressão "meu tempo é hoje", de Paulinho da Viola. Em 1997, aos 29 anos, se descobriu compositora por meio de contato com os textos de literatura. A estréia de suas composições aconteceu em 2004, com o álbum - seu segundo disco. Umbandista, filha de Oxum, passou a misturar aos poucos algumas pitadas da religião ao cardápio de seu repertório. Com a realização de seu primeiro trabalho - A Música de Paulinho da Viola - a intérprete caiu nas graças da crítica e do público. O disco deu a ela o prêmio TIM de música como cantora revelação e a indicação ao Grammy Latino de melhor CD de samba de 2003. Nada disso mudou o rumo de sua trajetória. Acostumada com muita gente a sua volta, confessa se sentir mais segura no meio de uma roda de músicos e amigos. Em O Mundo É Meu Lugar, ela gravou a clássica O Mar Serenou. "Comecei a cantar por causa de Candeia. Achava que meu primeiro disco seria em homenagem a ele, mas segui outro caminho. É como digo no documentário (Dona de Casa, Me Dá Licença) que está nos extras de meu DVD: `Minha vida se divide em a.C. e d.C. Antes de Candeia e depois de Candeia'".


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